quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Um dia para esquecer

E se um dia eu te convidasse para uma viagem
(Para livrar-se de si mesmo em um momento infinito)
Onde estaria, enfim, sua coragem?

Esquecer nossos nomes enquanto deciframos
Cada pedaço das nossas almas em presença
Seria apenas o começo
Do dia em que finalmente esqueceríamos
Compromissos, inconsciência e crença

Esquecer seria o nosso único principio
Pois cada coisa que esquecemos
Estamos mais próximos de próprio inicio
Da estrada para o presente pleno

Não haveria amanhã, compromissos ou promessas
Não haveria nome, preconceito ou pretensão
Apenas uma vontade louca de estar presente
No dia em que finalmente
Existirmos com paixão

Sem medo, sem risco
Sem futuro ou planejamento
Apenas a entrega, o deleite e os olhos
O corpo e amor sem tempo!

Sem contar a leveza das coisas que faríamos
Enquanto ainda estivéssemos dispostos
A nos embriagar na correnteza do esquecimento

3 comentários:

kathren disse...

Adorei!!!

Emanuel Menim disse...

um romantismo clássico, não?
essa foi a primeira que vc me mostrou lá no pátio da Reitoria, lembra?

té mais.

gabriel gabriel disse...

caralho... gostei..