quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Desta vez não existem Trevas. Desta vez não existem Sombras. Desta vez não existem Máscaras...

Existe um solitário e pensativo ser, que espera nas praias de sua mente turbulenta, um presente dos domadores de Trovão...

As dádivas sempre tem o seu preço, e o que eu devo pagar é deveras caro...

No reflexo do olhar dos trovões que dançam sobre o mar agitado como se festejassem a morte de um inimigo, devo assistir como morri... Como caminhei lentamente para os braços daquela Senhora que se abate a tudo e a todos nessa jornada... O FIM!!!

O sorriso amarelo que havia em meu rosto se desfaz enquanto assisto a este espetáculo sarcástico, dar lugar a uma felicidade sinistra, que me faz ter votande de me lançar ao mar para dançar junto aos Trovões e festejar o meu Fim..

Não direi que foi fácil pagar esta dívida, assistir como me tornei medíocre, a ponto não me apaixonar mais pelo doce olhar do momento presente, foi duro e doloroso...

Agora que assisti esse rito macabro de desfalecimento de uma alma, recebo o que é meu por direito. Aquele presente celestial que "vem com a maré", a mesma maré que leva o cadáver putrefado pela inutilidade agora me traz a força necessária para voar até as nuvens mais turbulentas, para novamente poder dizer... "Sim! Eu sou um domador de Trovões!"...

Não existe mais fraqueza... Existe a esperança... Não existem lamúrias... Existe a Vitória... Não existem mais pedidos de desculpa àquela sereia que foi a emissária de minha dor frente ao senhor dos Oceanos... Existe a Paixão, o Amor, O Agora e o Desejo...

Ass... O Renascido...

2 comentários:

Emanuel Menim disse...

O texto é teu?
Sentimento descrito com profundidade e cheio de significações! Isso é bom!
Gostei.

Abraço

Anônimo disse...

Muito lindo !!