Nos olhos
serenata do acaso
Abri
as portas do entressono
Sorri
para o que vem a deriva
Festejo
sem porque nem como
Na sombra
lunar da poesia
Adentra
o cortejo da insônia
Hipnotizado
num zumbir de melodia
Como um besouro
que telepaticamente sonha
Agora
Só que posso
Noturno
Só o que quero
É uma conversa esfumaçada com a noite
Sigo sem deixar nada Além do que fica da minha distração/ Ser humano é ser estrada na dor no amor ou na ilusão
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Absorte
Até onde vão
Os limites do mundo?
Temos que tomar
um absinto
Absentir
até onde é vão
Os limites do mundo
onde é mesmo que vão?
Os limites do mundo?
Temos que tomar
um absinto
Absentir
até onde é vão
Os limites do mundo
onde é mesmo que vão?
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Poetar
O poeta é aquele
que esquceu as palavras
Fluindo na distração
de estar presente
Uma flecha na mente
Suspiro certeiro
no prazer de voar
que esquceu as palavras
Fluindo na distração
de estar presente
Uma flecha na mente
Suspiro certeiro
no prazer de voar
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
Flooding Window Blues
Já havia me reconfortado
Com a tristeza chuvosa de meu estado
Concordado em deixar a poesia aos mestres
Enquanto me contentaria
Com o saboreio amargo
Dos restos poéticos que em mim ressoam
A tristeza dos detalhes me abate
Fecho os olhos
E o viver se apresenta como oceano imenso
Convidando a coragem do navegador
Para um naufrágio trágico
Fora de mim o mundo existe
Qualquer conclusão sobre a vida
Enferruja como navio abandonado
O sonho mal aproveitado
Arranha a consciência
Fino vidro cruel riscando o coração
O que me invadiu foi a janela
Uma fresta de respiro em meu silêncio
O que me inundou foi a espera
Poesia transbordando
A tão cortante materialidade
Daquela miragem poética:
A janela quebrada pelo desleixo
Era minha própria consciência em pedaços
Flertando por entre as grades que me sufocam
Com a cinzenta liberdade do céu
Só mesmo em versos
Para manter viva
A metáfora material da minha visão
Só mesmo em versos
Para compreender esse pulsar
Tão agudo do meu coração
Com a tristeza chuvosa de meu estado
Concordado em deixar a poesia aos mestres
Enquanto me contentaria
Com o saboreio amargo
Dos restos poéticos que em mim ressoam
A tristeza dos detalhes me abate
Fecho os olhos
E o viver se apresenta como oceano imenso
Convidando a coragem do navegador
Para um naufrágio trágico
Fora de mim o mundo existe
Qualquer conclusão sobre a vida
Enferruja como navio abandonado
O sonho mal aproveitado
Arranha a consciência
Fino vidro cruel riscando o coração
O que me invadiu foi a janela
Uma fresta de respiro em meu silêncio
O que me inundou foi a espera
Poesia transbordando
A tão cortante materialidade
Daquela miragem poética:
A janela quebrada pelo desleixo
Era minha própria consciência em pedaços
Flertando por entre as grades que me sufocam
Com a cinzenta liberdade do céu
Só mesmo em versos
Para manter viva
A metáfora material da minha visão
Só mesmo em versos
Para compreender esse pulsar
Tão agudo do meu coração
Incontente
Por que deveríamos
Nos contentar insuspeitos
Com um pilique qualquer
Se viver pode ser
Uma embriaguez transcendental?
Interlúdio
Enquanto o desiludido
traga seu charuto de cinismo
A margem de erro da paixão
Segue fazendo suas vítimas
traga seu charuto de cinismo
A margem de erro da paixão
Segue fazendo suas vítimas
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