passo
desfaço
tudo
aquilo
que sabia
percalço
esqueço
tudo
aquilo
que me prendia
renasço
transformo
transmuto
todo
viver
em poesia
Trilho,
servindo
a estrada da liberação
Busco voltar
ao lar
Lá!
além de toda ilusão
onde cada passo
é uma dança
e cada palavra
uma canção
Sigo sem deixar nada Além do que fica da minha distração/ Ser humano é ser estrada na dor no amor ou na ilusão
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Susto de um tropeço
A chuva no tempo o espaço
desejo o sonho e a poesia
o improvável incerto
pecaminoso deserto
dessas sedutoras miragens
que fazem o querer de tudo
papel em branco
o compromisso
esquecimento omisso
de alguma obrigação vindoura
os amigos as mudanças
a esperança sedutora
de curtir um barato total
sem fim nem começo
inspiração genial
no susto de tropeço
desejo o sonho e a poesia
o improvável incerto
pecaminoso deserto
dessas sedutoras miragens
que fazem o querer de tudo
papel em branco
o compromisso
esquecimento omisso
de alguma obrigação vindoura
os amigos as mudanças
a esperança sedutora
de curtir um barato total
sem fim nem começo
inspiração genial
no susto de tropeço
Caminho da Canção
Na tarde dos dias
os pensamentos-vôos
da consciência viajante
Quisera eu
ser os sons da manhã
apenas ressoando, cantando
Nossas tentativas mais ousadas
de compreender os outros
são nossas maneira mais refinadas
de afirmar a nós mesmos?
Só sei que nada sei
infinito porém esse da sabedoria
etérea, divagante, incerta
tenho preferido o canto
tenho praticado a poesia
Deus é Deus
por que está além de tudo
e ilimitadamente infinito
No espectro largo
de um segundo apenas
Quero espaços de tempo
para debruçar-me sobre o violão
Quero divagar em acordes buscar melodias
e no improviso de alguma inspiração
encontrar o caminho de uma nova canção
os pensamentos-vôos
da consciência viajante
Quisera eu
ser os sons da manhã
apenas ressoando, cantando
Nossas tentativas mais ousadas
de compreender os outros
são nossas maneira mais refinadas
de afirmar a nós mesmos?
Só sei que nada sei
infinito porém esse da sabedoria
etérea, divagante, incerta
tenho preferido o canto
tenho praticado a poesia
Deus é Deus
por que está além de tudo
e ilimitadamente infinito
No espectro largo
de um segundo apenas
Quero espaços de tempo
para debruçar-me sobre o violão
Quero divagar em acordes buscar melodias
e no improviso de alguma inspiração
encontrar o caminho de uma nova canção
Fruto semeado
Ama teus amores
Lembrando-te sempre
dos passos silentes do fim
o dia tem aromas efêmeros!
Mira a eternidade
para que num susto
desperte para realidade,
como a Lua em seu rumo
A vida passa
e por entre os dias,
assim na poesia caminha
Sempre diferente
do que imaginamos
O fruto
daquilo que semeamos
Lembrando-te sempre
dos passos silentes do fim
o dia tem aromas efêmeros!
Mira a eternidade
para que num susto
desperte para realidade,
como a Lua em seu rumo
A vida passa
e por entre os dias,
assim na poesia caminha
Sempre diferente
do que imaginamos
O fruto
daquilo que semeamos
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
A Pétala e o Vento
Deparei-me com uma pétala,
Rosada envelhecida,
Pétala de bouganville
Dependurada nos fio de uma teia
Ela equilibrava toda
aquela tarde de sol e vento
aquela tarde de sol e vento
Em seu improvável descanso aéreo
A aranha, ainda desinformada
Mal sabia do óbvio
Espanto de imensidão
Que se encontrava equilibrando
Os segundos de uma tarde
Em sua armadilha sutil
Suspeitei no início
Das intenções evidentes daquela pétala
A mente racional entrou bosteando
Dizendo que pétala não tem consciência
Nem intenção para dependurar-se
Assim tão poeticamente
Assim tão poeticamente
No equilíbrio da tarde
Em uma teia de aranha
Demorou-me a surgir o poema
Tão explícito daquela situação
Ao ler uma entrevista,
De um poeta songo e genial
Que é dado a brincar com as palavras,
É que desabrochou o poesia
Contida na impressão primeira
Daquela visão tão antióbvia
A vontade da pétala
Era seduzir o vento
Desafiar a gravidade
Para além de todo pertencimento
Ficou evidente
Que ela estava enamorada
E assim desvairada,
Perdida em impossibilidades
Louca de amor
Lançou-se lascívia
Sobre uma armadilha de éter,
Virou vitral moldura
De um amor impossível
Aquela teia de aranha
O vento lambia
O corpo colorido
Daquela pétala em equilíbrio
Um amor improvável
Comprovou-se sutilmente
Nos atos do tempo
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