Vamos mergulhar no poço de Alucínia
sair de lá embriagados
Vamos sorver seus lábios loucamente
cOm o espirito finalmente liberado
Enlouquecidos voaremos
Pelo caos colorido parido pela Lua
Esquecidos da vida enfim
partiremos soberanos ao lado da verdade
que agora corre solta pela noite
livre louca nua
Pelos livre momentos sem memória
Matando a sede com sereno
Daremos um aceno ao cais vazio
Decaptando o rei supremo
Quando finalmente cansados e alucinados
Nos deitarmos em relva serena
Não mais seremos cegos e incoscientes
Acerca da cósmica verdade plena
Sigo sem deixar nada Além do que fica da minha distração/ Ser humano é ser estrada na dor no amor ou na ilusão
segunda-feira, 26 de julho de 2010
se o vento vier
Tenho vontade de correr
E deixar que esse vento
Nos leve num súbito impulso
Nos lance no vazio sem percurso
Apenas para sentir nossos cabelos
Dançarem sob seus ritmos
Tenho vontade de correr
E deixar que esse vento
Nos leve num amar sem momento
O alento de brisa que assovia o encanto
Na nuvem de entregas
Em que a vida sem curso nos consumirá
Quando a tempestade de espantos
Num susto sem pranto
Vier derrepente
Para testemunhar
No entardecer sorridente
O desabrochar infinito
Do amor ao sol
verá
Até o amor
Desabrochar
Num eterno flutuar
de pétalas lançadas
ao fluxo
Brincante das águas
E deixar que esse vento
Nos leve num súbito impulso
Nos lance no vazio sem percurso
Apenas para sentir nossos cabelos
Dançarem sob seus ritmos
Tenho vontade de correr
E deixar que esse vento
Nos leve num amar sem momento
O alento de brisa que assovia o encanto
Na nuvem de entregas
Em que a vida sem curso nos consumirá
Quando a tempestade de espantos
Num susto sem pranto
Vier derrepente
Para testemunhar
No entardecer sorridente
O desabrochar infinito
Do amor ao sol
verá
Até o amor
Desabrochar
Num eterno flutuar
de pétalas lançadas
ao fluxo
Brincante das águas
nuvens II
não sei se nuvem
nada em mar desnudo
não sei se o vento
vem do próprio mundo
navega esse momento
segue mar adentro
que viver é muito fundo
nada em mar desnudo
não sei se o vento
vem do próprio mundo
navega esse momento
segue mar adentro
que viver é muito fundo
no humor dos bixos
Sapo boi
não muge
em madrugada
espinho torto
restringe
o fluxo do orvalho
cotidianos dormentes
fazem brotar
erva daninha nas juntas
e relógio que escorre tempo
se enamora
em primaveras de calçada
enfim,
esse não negócio de tempo
é peleja pra coruja
quando pega de mau humor
em vias de anunciar
outono
não muge
em madrugada
espinho torto
restringe
o fluxo do orvalho
cotidianos dormentes
fazem brotar
erva daninha nas juntas
e relógio que escorre tempo
se enamora
em primaveras de calçada
enfim,
esse não negócio de tempo
é peleja pra coruja
quando pega de mau humor
em vias de anunciar
outono
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